segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Diógenes Laércio

When someone was criticizing him for his extravagant expenditure on fish, he asked, “Wouldn’t you have bought this for three obols?” When the other agreed, he said, “So I’m not over-fond of fish, you’re just over-fond of money!”

[Anedota relativa a Arístipo de Cirene narrada em Lives of the Philosophers de Diógenes Laércio]

sábado, 12 de novembro de 2016

terça-feira, 18 de outubro de 2016

A Noite Roxa

Que defeito de raiz haveria nele? Defendia instintivamente a sua liberdade, o seu direito à inconstância , à vagabundagem, à incerteza.

[Urbano Tavares Rodrigues em A Noite Roxa]


A Noite Roxa

(...) não podendo, querendo chorar, sem que as lágrimas lhe concedessem o alívio de ter piedade de si.

[Urbano Tavares Rodrigues em A Noite Roxa]

O Carteiro de Pablo Neruda

Quando no dia seguinte o telegrafista presenciou o espectáculo dos seus restos mortais, antes de lhe entregar a correspondência do vate, apiedou-se e confidenciou-lhe o único alívio realista que conseguiu engenhar:
-Beatriz agora é uma beleza. Mas daqui a cinquenta anos será uma velha. Consola-te com esse pensamento.

[António Skármeta em O Carteiro de Palo Neruda]

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Memórias das minhas putas tristes

Descobri que a minha obsessão de que cada coisa estivesse no seu lugar, cada assunto no seu tempo, cada palavra no seu estilo, não era o prémio merecido de uma mente ordenada mas, pelo contrário, um sistema completo de simulação inventado por mim par ocultar a desordem da minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, mas como reacção contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir a minha mesquinhez, que passo por prudente por ser pessimista, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que não se saiba que pouco me importa o tempo alheio.

[Gabriel García Márquez em Memórias das minhas putas tristes

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Memórias das minhas putas tristes

Ao passar em frente de El Alambre de Oro olhei-me nas montras iluminadas e não me vi como me sentia, mas mais velho e pior vestido.

[Gabriel García Márquez em Memórias das minhas putas tristes

Memória das minhas putas tristes

Em contrapartida, é um triunfo da vida que a memória dos velhos se perca para as coisas que não são essenciais, mas que raras vezes falhe para as que na verdade nos interessam. Cícero ilustrou-o de uma penada: Não há um velho que esqueça onde escondeu o seu tesouro.

[Gabriel García Márquez em Memória das minhas putas tristes]

sábado, 17 de setembro de 2016

A Liberdade dos Antigos em Comparação com a dos Modernos

A guerra é anterior ao comércio; pois a guerra e o comércio nada mais são do que dois meios diferentes de atingir o mesmo fim: o de possuir o que se deseja.

[Benjamin Constant em A Liberdade dos Antigos em Comparação com a dos Modernos]

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O Fio da Navalha

-Mas não dás valor ao dinheiro?
-Nenhum- respondeu sorrindo.
-Quanto tempo achas que isso levará?
-Não posso saber. Cinco anos. Dez.
-E depois? Que pretendes fazer com toda essa sabedoria?
-Se algum dia adquirir sabedoria , creio que serei então bastante sábio para saber o que fazer com ela.

[W. Somerset Maugham em O Fio da Navalha]

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Livro Sem Ninguém

Há algo de notável em esvaziar de coisas um lugar. Há três dores específicas na mudança: a dor da remoção, a dor do espaço vazio, a dor do espaço novo. 

[Pedro Guilherme Moreira em Livro Sem Ninguém]

domingo, 19 de junho de 2016

Boneca de Luxo

(...) as conversas que iniciava eram como troncos verdes, faziam fumo mas não acendiam.

[Truman Capote em Boneca de Luxo]

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Emílio, Livro IV "Profissão de Fé do vigário Saboiano"

Amatus Lusitanos garantia ter visto um homúnculo de uma polegada de altura fechado num vidro que Julius Camillus, qual outro Prometeu, teria feito através da ciência alquímica.

[Jean-Jacques Rousseau, nota de rodapé em Emílio]

domingo, 10 de abril de 2016

O Homem Sem Nome

-Senhor, meu Senhor Toth, voltaremos a encontrar-nos?
E o poeta, numa voz suave: -Adhian, uma das coisas mais importantes que virás a aprender é esta: voltaremos sempre a encontrar toda a gente.

[João Aguiar em O Homem Sem Nome]

quinta-feira, 7 de abril de 2016

O Homem Sem Nome

(...) porque o teu lugar não é aqui e ainda menos diante do carrasco. O teu lugar é lá fora, nas cidades, nas montanhas, nos campos...
- O nosso lugar é sempre onde nós estamos, por muito que nos custe. Às vezes custa muito.

[João Aguiar em O Homem Sem Nome]

O Homem Sem Nome

-Está bem. Afinal, seria um mau amigo se te impedisse de ganhar a fortuna que te espera em todo o Continente. Vai e canta para os Khrâmitas. Convence-os se puderes, a desistir de dominar a Terra dos Nómadas. Serias capaz, Toth? Eu oferecia-te um trono de ouro!
-Não me interessa- respondeu com placidez- porque se me desses um trono de ouro eu deveria sentar-me nele e então não podia ser um trovador ambulante.

[João Aguiar em O Homem Sem Nome]

domingo, 20 de março de 2016

As confissões

Quão grande é a cegueira dos homens que até da cegueira se gloriam!


[Santo Agostinho em As confissões]